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9 de Fevereiro de 2021 às 08:00

Pela terceira vez, trabalhadores da Energisa/MS recusam proposta do acordo coletivo

Com a presença de 731 pessoas, 59% reprovaram a proposta que retirava direitos.

Em assembleia virtual, na noite desta segunda-feira (08), os trabalhadores da Energisa/MS apreciaram e votaram a contraproposta de reajuste salarial e demais itens do Acordo Coletivo de Trabalho 2020/2021 apresentada pela concessionária de energia elétrica. Com a presença de 731 pessoas, 59% reprovaram a proposta, 39% aprovaram e 2% se abstiveram.

O presidente do Sinergia-MS, Elvio Vargas, esclareceu que a proposta da Energisa/MS era praticamente a mesma que já tinha sido rejeitada pela categoria em assembleia no dia 24 de dezembro. “O único item alterado nesta nova proposta da empresa é a compensação do banco de horas que passaria de 1X2 para 1X1,25 por seis meses e, depois, mudaria para 1X1, ou seja, para cada hora que você faz compensa uma. O que representa a retirada de um direito conquistado há anos pela categoria”, esclareceu.

Elvio também comentou que a empresa anunciou anteriormente a proposta, como uma forma de pressionar os eletricitários, citando que estava oferecendo um dos maiores índices para reajuste salarial do grupo: “Esse índice nada mais é que a reposição da inflação (INPC), que na data base da categoria ficou em 4,77%. A empresa não está concedendo ganho real nenhum, apenas repondo a inflação, mas, para piorar, ainda quer mexer nos direitos adquiridos”. 

O diretor do sindicato, Breno Mourão, lembrou o lucro milionário da empresa. “A empresa está lucrando cada vez mais, o lucro de 2020 foi maior que de 2019, que já foi maior que de 2018, batendo recorde em cima de recorde. E agora, quer enxugar em cima de um benefício que nem é dinheiro, a troco do que? A troco de prejudicar o trabalhador e de tirar o primeiro benefício e, daí pra frente, a gente, como categoria, vai estar enfraquecido”.

Só nos primeiros nove meses de 2020, a concessionária de energia elétrica de MS registrou lucro de R$ 245,1 milhões, o que representa aumento de 5,8% em relação ao mesmo período de 2019. 

Agora, o sindicato vai levar a decisão até os representantes da Energisa/MS. “Vamos levar essa decisão dos trabalhadores para a empresa e assim, tentar avançar na mesa de negociação, pois o sindicato está aberto para negociar. Caso contrário, teremos de nos mobilizar”, comunicou o presidente do sindicato. 

"O sindicato agora vai tentar retomar as negociações, mas, se a empresa não quiser dialogar, o sindicato pode pedir mediação da negociação com o poder judiciário e, em última instância, convocar uma assembleia específica para aprovar a greve, que é um movimento legítimo previsto em lei”, complementou o assessor jurídico do sindicato, o advogado Alexandre Cantero. 

Demissões

Durante a assembleia, os dirigentes sindicais também manifestaram indignação e revolta com a demissão de quatro trabalhadores do Plantão do Almoxarifado após ato coordenado pelo sindicato, no dia 28 de janeiro, que foi realizado para denunciar o descaso da empresa nas negociações do acordo. “As demissões quebraram as negociações que nós estávamos tendo com a Energisa/MS, já que foram provocativas, para amedrontar os trabalhadores, de pressionar para aprovar a proposta da empresa”, comentou Elvio.

A Assessoria Jurídica do sindicato vai questionar a legalidade da dispensa dos trabalhadores no poder judiciário. 

A assembleia foi conduzida pelo presidente do Sinergia-MS, Elvio Vargas, com a presença dos diretores que fazem parte da mesa de negociação: Gilson Pereira, Breno Mourão, Aliceia Araujo, Valentim Delfino, Antônio Carlos Rodrigues Camuci e Roberto Schneidewind Junior, além da participação do assessor jurídico Alexandre Cantero e da economista e supervisora técnica do Dieese em Mato Grosso do Sul, Andreia Ferreira (que assessora o sindicato na mesa de negociação).

Por: Assessoria de Comunicação do Sinergia-MS



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