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30 de Novembro de 2020 às 09:15

Eletricitários da Energy entram em greve nesta segunda-feira (30)

 

Nesta segunda-feira (30), os eletricitários da Energy, terceirizada da Energisa-MS, entraram em greve por tempo indeterminado nos municípios de Naviraí e Ponta Porã. A paralisação das atividades ocorre em razão do descaso da empresa durante as negociações do Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) 2020/2021.

Os trabalhadores se reuniram em frente à sede da Energy, que fica no prolongamento da Avenida Mato Grosso, s/n, em Naviraí, e na BR 463, km 1, em Ponta Porã. Em seguida, os eletricitários foram para as agências de atendimento da Energisa nas duas cidades.

A categoria já havia aprovado um indicativo de greve para o dia 16 de novembro porque a empresa se recusava a atender as reivindicações dos trabalhadores e a debater o acordo. Contudo, antes do início da paralisação, a Energy demonstrou interesse em negociar e apresentou uma proposta.

“No dia anterior ao início da greve, a empresa apresentou avanços no acordo, com uma proposta de produtividade e pagamento retroativo a julho. Realizamos então uma assembleia com a categoria, que indicou a necessidade de inclusão de algumas reivindicações e elaborou uma contraproposta que foi apresentada à Energy”, explica a diretora do Sinergia-MS, Aliceia Araújo.

Com as negociações em andamento, os trabalhadores cancelaram a greve e aguardaram a resposta da empresa sobre a contraproposta, que foi enviada ao sindicato na última terça-feira (24). “Como resposta, a Energy trouxe retrocessos em relação à proposta inicial, tirou cláusulas referentes a reivindicações que já haviam sido atendidas e fez alterações que dificultam o recebimento da produtividade. Diante dessa situação, a categoria não teve alternativa e decretou a greve”, explica.

A Energy tem sede em Maceió (AL) e iniciou as atividades no Estado em julho, desde então o sindicato tenta negociar o ACT. Entre as reivindicações da categoria estão o tíquete refeição de R$ 23,50 por dia trabalhado, pagamento de sobreaviso, hora extra, produtividade e hospedagem de viagem, com repasse dos valores retroativos a julho.

“São benefícios que as outras empreiteiras que atuam em Mato Grosso do Sul já pagam aos eletricitários e que esses trabalhadores recebiam quando estavam na outra empresa que atuava nessas regiões. A Energy veio de longe para explorar a mão de obra local e não atende o nosso mercado”, afirma Francisco Ferreira, diretor do Sinergia-MS.

São cerca de 120 trabalhadores que atuam nas cidades da região sul do Estado como Ponta Porã, Aral Moreira, Amambai, Antônio João, Naviraí, Sete Quedas e Paranhos. A empresa presta serviços na área de construção e manutenção de rede elétrica e serviços técnicos comerciais.

Terceirização

Segundo a diretora do Sinergia-MS, Aliceia Araújo, o setor elétrico foi muito pouco afetado pela pandemia e o Grupo Energisa tem recorde de lucratividade, inclusive com bons resultados para a Energisa-MS, que registrou lucro de R$ 245,1 milhões nos últimos 9 meses de 2020.

“Com esses números fica evidente que a terceirização é muito lucrativa para as grandes empresas e devastadora para os trabalhadores, que trabalham apenas para sobreviver e para a sociedade sul mato-grossense que fica refém de uma prestação de serviços de baixa qualidade. Prova disso, são as inúmeras reclamações no Procon”, ressalta a diretora do sindicato.

Por: Assessoria de Comunicação do Sinergia-MS



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